O HOME OFFICE NO PODER JUDICIÁRIO GOIANO
DESAFIOS, EFICIÊNCIAS E PERSPECTIVAS PÓS-PANDEMIA
Palavras-chave:
Home Office, Poder Judiciário, Produtividade, Gestão de Pessoas, Pós-PandemiaResumo
O presente artigo analisa a implementação do regime de home office no âmbito do Poder Judiciário Goiano, focando nos impactos socioeconômicos, laborais e na eficiência da prestação jurisdicional. A modernização tecnológica, impulsionada pelo Processo Judicial Eletrônico (Pje) e pelos avanços da Inteligência Artificial, constituiu o pilar para a transição para o teletrabalho, revelando impactos significativos no desenvolvimento regional. A pesquisa, fundamentada em um estudo de caso do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) nos últimos cinco anos, demonstra uma evolução processual com um aumento de produtividade superior a 53%, validado por premiações como o Selo Diamante do CNJ. Contudo, os depoimentos de magistrados e servidores e a análise de dados setoriais indicam que, apesar dos ganhos de eficiência e flexibilidade, surgiram desafios cruciais relacionados à gestão de pessoas, à saúde emocional dos servidores e à necessidade de uma infraestrutura adequada. Utilizando-se de pesquisa bibliográfica e documental, o estudo objetiva compreender os desafios enfrentados e as perspectivas para a consolidação de modelos híbridos, concluindo que a sustentabilidade do teletrabalho no Judiciário depende da criação de políticas públicas de gestão mais robustas que equilibrem a produtividade com o bem-estar da força de trabalho.
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