NOTAS SOBRE A REPRESENTATIVIDADE FEMININA
DA LITERATURA AO CINEMA CONTEMPORÂNEO
DOI:
https://doi.org/10.4322/2675-4177.2021.003Keywords:
Mulheres, Literatura, Cinema, Identidade, RepresentaçãoAbstract
A literatura e o cinema constituem duas das diversas manifestações artísticas que acompanham os avanços sociais, políticos, culturais e estéticos de uma sociedade. Partindo deste pressuposto, percebe-se que, por séculos, as artes literárias e cinematográficas foram realizadas através de uma perspectiva hierárquica e patriarcal, levando à construção de modelos tradicionalmente excludentes, como a ausência de uma representatividade mais ativa do público feminino. Com o surgimento de movimentos feministas, em meados do século XX, as mulheres começaram a analisar, criticar e a julgar o conceito da identidade “mulher” que sempre foi disseminado nos cânones ficcionais de maneira universal, colocando-as em uma posição marginalizada e submissa. Assim, fez-se necessário uma reinterpretação das obras produzidas geralmente por homens, cuja visão assumiu o papel de justificar a subjugação feminina. O presente artigo objetiva trazer análises sobre algumas obras contemporâneas (como livro O Conto da Aia, de Margaret Atwood e o filme Mulan, lançado pela Disney), dando ênfase na nova construção simbólica que permite, mesmo que de forma sutil, a emancipação da figura frágil e dependente da mulher, trazendo uma reflexão atualizada sobre o seu lugar no mundo e na cultura.
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